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Adolescente
Psicoterapia para Adolescentes   Como na psicoterapia para crianças, o principal objetivo da psicoterapia comportamental para adolescentes é promover mudanças no comportamento. Mudar o comportamento significa ajudar o adolescente a se tornar consciente, ou seja, discriminar a função dos comportamentos em sua vida e decidir muda-los para obter uma vida melhor.  As sessões com os adolescentes são individuais, mas há possibilidades dos pais serem chamados para algumas sessões em conjunto, por isso, é de extrema importância a participação dos pais nesse processo.   
Adulto
Psicoterapia para Adultos   A psicoterapia comportamental para adultos também tem como foco a mudança de comportamentos disfuncionais que estão lhe trazendo sofrimentos psíquicos, emocionais e físicos. Há momentos da vida, que nos deparamos com situações onde é difícil lidar sozinho com os problemas, por isso, faz-se necessário a ajuda de um profissional. A psicoterapia oferece a oportunidade de o paciente entrar em contato consigo mesmo, aprofundando seu autoconhecimento, melhorando sua comunicação e autoestima, dentre outros objetivos.   
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Autismo


O que é? O Autismo, também conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA), são transtornos que causam problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e comportamento social da criança. Para o autista, o relacionamento com outras pessoas costuma não despertar interesse. O contato visual com o outro é ausente ou pouco frequente e a fala, usada com dificuldade. Algumas frases podem ser constantemente repetidas e a comunicação acaba se dando, principalmente, por gestos. Por isso, evita-se o contato físico no relacionamento com o autista - já que o mundo, para ele, parece ameaçador. Insistir neste tipo de contato ou promover mudanças bruscas na rotina dessas crianças pode desencadear crises de agressividade.   Causas As causas do autismo ainda são desconhecidas, mas a pesquisa na área é cada vez mais intensa. Provavelmente, há uma combinação de fatores que levam ao autismo. Sabe-se que a genética e agentes externos desempenham um papel chave nas causas do transtorno.  De qualquer maneira, muitos genes parecem estar envolvidos nas causas do autismo. Alguns tornam as crianças mais suscetíveis ao transtorno, outros afetam o desenvolvimento do cérebro e a comunicação entre os neurônios. Outros, ainda, determinam a gravidade dos sintomas. Quanto aos fatores externos que possam contribuir para o surgimento do transtorno estão a poluição do ar, complicações durante a gravidez, infecções causadas por vírus, alterações no trato digestório, contaminação por mercúrio e sensibilidade a vacinas.   Sintomas Geralmente, crianças entre 2 e 3 meses já observam os rostos próximos, voltam-se para vozes e sorriem. Na questão do autismo, essas ações não acontecem e, quando tem por volta de 8 a 10 meses, essas crianças começam a apresentar alguns sintomas como falta de resposta quando chamadas e também do interesse para com as pessoas ao seu redor. Existem diversos sintomas que podem indicar autismo, e nem sempre a criança apresentará todos eles. Entre os grupos de sintomas que podem afetar uma pessoa com autismo estão: Interação social: Não faz amigos; É retraído; Pode não responder a contato visual e sorrisos ou evitar o contato visual; Pode tratar as pessoas como se fossem objetos; Prefere ficar sozinho, em vez de acompanhado; Mostra falta de empatia; A maioria das vezes comunica-se com gestos em vez de palavras. Resposta a informações sensoriais: Tem a visão, audição, tato, olfato ou paladar ampliados ou diminuídos; Pode achar ruídos normais dolorosos e cobrir os ouvidos com as mãos; Pode evitar contato físico por ser muito estimulante ou opressivo; Esfrega as superfícies, põe a boca nos objetos ou os lambe; Parece ter um aumento ou diminuição na resposta à dor Brincadeiras: Não imita as ações dos outros; Prefere brincadeiras solitárias ou ritualistas; Não faz brincadeiras de faz de conta ou imaginação; Demonstrar apego anormal aos objetos. Comportamentos: Acessos de raiva intensos; Fica preso em um único assunto ou tarefa (perseverança); Baixa capacidade de atenção; Poucos interesses; É hiperativo ou muito passivo; Comportamento agressivo com outras pessoas ou consigo; Necessidade intensa de repetição; Repetir palavras ou trechos memorizados, como comerciais; Usar rimas sem sentido; Faz movimentos corporais repetitivos; Tem uma alteração emocional anormal quando há alguma mudança na rotina; Desenvolve a linguagem lentamente ou não desenvolve; Não se referir a si mesmo de forma correta. Os sintomas do autismo podem variar de moderados a graves.   Tratamento O principal objetivo do tratamento é maximizar as habilidades sociais e comunicativas da criança por meio da redução dos sintomas do autismo e do suporte ao desenvolvimento e aprendizado. Existem diversos programas para tratar problemas sociais, de comunicação e de comportamento que estejam relacionados ao autismo. Alguns desses programas focam na redução de problemas comportamentais e na aprendizagem de novas habilidades. Outros procuram ensinar crianças a como agir em determinadas situações sociais e a como se comunicar propriamente.  Crianças, em geral, dão os primeiros sinais de autismo logo no primeiro ano de vida. Se você notar qualquer sinal do transtorno em seu filho, converse com um médico. Ele poderá recomendar exames específicos. Os comportamentos da criança de alerta são: Não responder com sorriso ou expressão de felicidade aos seis meses; Não imitar sons ou expressões faciais aos nove meses; Não balbuciar aos 12 meses; Não gesticular aos 12 meses; Não dizer nenhuma palavra aos 16 meses; Não dizer frases compostas de pelo menos duas palavras aos 24 meses; Perder habilidades sociais e de comunicação em qualquer idade. Esse transtorno não possui cura e suas causas ainda são incertas, porém ele pode ser trabalhado, reabilitado, modificado e tratado para que, assim, o paciente possa se adequar ao convívio social e às atividades acadêmicas o melhor possível. Quanto antes o Autismo for diagnosticado melhor, pois o transtorno não atinge apenas a saúde do indivíduo, mas também de seus cuidadores, que, em muitos casos, acabam se sentindo incapazes de encararem a situação.  
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Ciúmes


O que é? O dicionário português da Porto Editora apresenta três definições para a palavra ciúme: “Inveja de alguém que usufrui de uma situação ou de algo que não se possui ou que se desejaria possuir em exclusividade.” “Sentimento de possessividade em relação a algo ou alguém.” “Sentimento gerado pelo desejo de conservar alguém junto de si; sentimento gerado pela suspeita da infidelidade de um parceiro.” O ciúme é uma manifestação provocada pela falta de confiança no sentimento do outro, que é transformada em medo de perder o parceiro. O ciúmes também pode adquirir um significado mais amplo, não necessariamente associado ao sentimento partilhado entre pessoas, pode ser produzido pelo apego exagerado a algum bem material não querendo partilha-los com outra pessoa. Por exemplo: ciúme dos livros, dos DVDs, do carro etc.  A pessoa ciumenta, costuma, checar o celular e as ligações recebidas do parceiro constantemente, quer saber quem enviou mensagens, que e-mails recebeu e por qual motivo, com quem falou e sobre o que, onde está e a que horas voltará, quem são os amigos e porque os têm; acha que se a pessoa se arruma para sair, mesmo que seja para o trabalho, está "se arrumando para encontrar o amante"; se há algum atraso é motivo de brigas e questionamentos intermináveis; e por mais que tente aliviar seus sentimentos, nunca estará satisfeito. A vida a dois transforma-se num verdadeiro martírio. Se usarmos o ciúmes como meio de controlar nossos parceiros, iremos afastá-los cada vez mais.   Ciúmes patológico (doentio) Existe uma diferença entre o ciúmes normal e o ciúmes patológico, o ciúmes normal seria transitório, específico e baseado em fatos reais e o patológico seria uma preocupação infundada, irracional e descontextualizada.  No ciúme patológico há o desejo inconsciente da ameaça de um rival, assim como o desejo obsessivo de controle total sobre os sentimentos e comportamentos do outro. Caracteriza-se por se exagerado, sem motivo aparente que o provoque, deixando o ciumento absolutamente inseguro e transformando-o num tremendo controlador, cerceador da liberdade do outro, podador de qualquer atividade que o parceiro queira fazer sem que ele esteja presente. Uma pessoa pode avaliar a possibilidade de ter entrado no nível de ciúmes patológico, o qual precisa de ajuda psicológica, quando ocorrem prejuízos de alguma forma, por exemplo, perde tempo em seu trabalho querendo saber por onde anda e o que a pessoa de quem sente ciumes está fazendo; liga para monitorar os passos, tal qual um detetive; perde o sono por ciúmes, acorda no meio da noite pensando “o que será que ele (ela) está fazendo?”; fica nervoso (a) quando não localizou o objeto de ciume, etc. Outro exemplo é, mesmo que a pessoa tenha ciúmes de que o namorado vá à casa da mãe dele, claro que ela não acha que ele vai ter um caso com a mãe, mas nos ciúmes patológico ela pensa que ele vai dividir o amor, que “deveria” receber com exclusividade.    O que causa o ciúmes? São varias as causas em que levam as pessoas a sentirem ciúmes. Em muitos casos tal comportamento foi aprendido com o pai ou a mãe, também ciumentos, passando a falsa ideia de que esse jeito de funcionar é o normal. Quando você vive em uma família cujas características principais são o controle, o cuidado excessivo, o zelo e preocupação com os filhos, cresce achando que assim deve ser, pois esse foi o modelo aprendido. Em outros casos, devido a relacionamentos anteriores que eram repletos de insegurança e/ou traições. Também a desvalorização de si mesmo é uma das causas mais importantes do ciúmes intenso.    Sintomas A pessoa que sente ciúmes tem, por norma, pensamentos e sentimentos negativos em relação à ameaça de perda de algo que possui e que lhe é muito importante e precioso. Juntamente com a própria emoção que é o ciúme, juntam-se várias outras emoções, igualmente poderosas: medo, ansiedade, incerteza, insegurança, desconfiança, humilhação, tristeza, desgosto, raiva, descontrole, vingança, depressão, vergonha, entre outros.    Tratamento A psicoterapia é fundamental para que se trabalhem questões profundas ligadas ao aparecimento do ciúme, geralmente envolvendo dinâmicas familiares complicadas, insegurança. O Psicólogo também analisará juntamente com o paciente a racionalidade desse ciúmes, o quanto isso está limitando a tranquilidade mental da pessoa e o que está provocando em sua vida, quanto de sofrimento psicológico ela está passando. Um outro foco do tratamento é o aumento da auto-estima da pessoa enciumada, pois quando a auto-estima está rebaixada causa a sensação de insegurança e consequentemente deixamo-nos levar pela imaginação.   
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Vício: Jogos de azar


O que é vício em jogos de azar? O jogo é um dos vícios que mais pode causar prejuízo as pessoas pois vem junto com a ilusão de dinheiro fácil e pode levar rapidamente o indivíduo à ruína financeira. As probabilidades nunca estão a favor do viciado em jogos. Como existem diferentes tipos de jogo, existem também diferentes tipos de vício em jogos. Jogos de azar não estão restritos a máquinas caça-níqueis, jogos de cartas e cassinos. A loteria, jogo do bicho, entrar em uma rifa ou fazer uma aposta com um amigo também são formas de jogo. Para a psicologia, todos podem se tornar viciados em jogos, pois, a dependência é um transtorno psiquiátrico e, por isso, pode acometer qualquer pessoa. Dessa forma, é importante esclarecer os limites entre o jogador normal e o patológico”.   Normal X Patológico Um jogador de cartas considerado normal é aquele que joga apenas pelo prazer de estar entre os amigos, por exemplo. Ele não aposta valores e se o faz, coloca números meramente simbólicos. O jogador normal joga recreativamente, divertindo-se. Tais jogos ocorrem esporadicamente, aos domingos, churrasquinhos com amigos, jantar da empresa. Por outro lado, o jogador patológico é aquele que precisa jogar quase ou todos os dias, e na impossibilidade de jogar o jogo na vida real, busca versões virtuais para que possa amenizar a fissura da falta do jogo. O jogador patológico não joga por recreação e, sim, por compulsão. Há sempre dinheiro envolvido nas apostas, e dependendo do grau da patologia, o jogador vai apostando os bens que lhe resta.  O azar também atinge a família do apostador. Ocorre que a família só vai perceber os efeitos do jogo patológico quando o jogador já estiver em um estágio avançado da doença. Assim, quando a família sentir os efeitos da patologia, pode ser tarde. E os efeitos são devastadores. A família pode começar a perceber mudanças no comportamento financeiro do jogador. Em casos mais graves, ele vende o carro, a casa e a família se vê, além de desabrigada, endividada.   Causas Muitos fatores podem contribuir para o vício em jogos, incluindo o desespero por dinheiro, o desejo de experimentar emoções fortes, o status social associado a ser um jogador bem sucedido e a atmosfera divertida da cena de jogos de azar. Infelizmente, uma vez que um vício de jogo toma forma, quebrar o ciclo é difícil. Vícios severos podem tomar conta quando alguém se sente desesperado financeiramente e quer recuperar o que eles perderam. Uma vez que a pessoa finalmente ganhar, raramente é suficiente para cobrir o que já foi perdido. A maioria dos jogadores nem sequer chegam perto de repor o mínimo que “investiram” no jogo.    Sintomas Os sinais de um problema de jogo são muitas vezes os mesmos que os sinais de outros vícios. Os sinais comuns de dependência incluem: •Sentir a necessidade de esconder a prática de jogos de azar; •Ter problemas para controlar os hábitos de jogo; •Jogar quando você não pode se dar ao luxo de gastar; •Seus amigos e familiares expressam preocupação com seus hábitos de jogo; •Como com qualquer outro vício, o sinal de um problema de jogo é que você sente que não pode e não consegue parar. Se você sente que precisa tentar mais uma vez, ou se sente ansiedade quando pensa em desistir, é altamente provável que esteja sofrendo de um vício em jogos de azar; •A pessoa tende a fazer apostas arriscadas para experimentar a emoção associada com a tomada de grandes riscos; •Muitos jogadores acabam se voltando para outros tipos de vícios, como álcool, drogas, para aliviar a ansiedade provocada pela vida de jogos; •Estas patologias também vêm, normalmente, associadas com uma disfunção social que faz o paciente perder qualquer interesse na suas obrigações sociais, tornando-se insensível aos sentimentos das outras pessoas. •Ansiedade; •Depressão; •Enxaqueca; •Sentimentos de culpa e vergonha; •Isolamento social; •Ataques cardíacos; •Pensamentos e tendências suicidas; •Insônia; •Tensão muscular; •Oscilações de humor.   Tratamento Se você ou um ente querido quiser parar de jogar, mas não sabe por onde começar, é importante procurar a ajuda profissional de um psicólogo para o pontapé inicial.  Embora o jogo não possa ser tratado diretamente com medicações, é possível aliviar a ansiedade e a depressão que resulta do jogo. Com o psicólogo, principalmente na terapia comportamental, é possível adotar mudanças de comportamento que ajudam na melhora do vício. Parar de jogar não é tarefa fácil, mas é algo que pode ser feito com a ajuda de um grupo de apoio e um programa de tratamento. Pode ser difícil começar o caminho para a recuperação sem a assistência de profissionais que ajudem as pessoas através do processo. Amigos e familiares são vitais para uma recuperação completa, mas eles podem não saber como melhor ajudá-lo. A prática do jogo patológico também pode ser resultado de um mecanismo de defesa chamado “fuga”. Se esse for o caso, primeiro, é preciso que o jogador identifique do que se está fugindo ou tentando fugir. A patologia do vicio em jogos assemelha-se ao uso de drogas, pois, embora ele saiba que lhe faz mal, ele volta usar mais um pouco com a fantasiosa ideia “a hora que eu quiser eu paro!” Portanto, assim como na dependência química o tratamento é possível. Mas somente é possível quando o jogador patológico reconhece que está enrolado em uma teia de aranha que ele mesmo teceu e que para sair dessa teia ele precisa de ajuda.  
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