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Adolescente
Psicoterapia para Adolescentes   Como na psicoterapia para crianças, o principal objetivo da psicoterapia comportamental para adolescentes é promover mudanças no comportamento. Mudar o comportamento significa ajudar o adolescente a se tornar consciente, ou seja, discriminar a função dos comportamentos em sua vida e decidir muda-los para obter uma vida melhor.  As sessões com os adolescentes são individuais, mas há possibilidades dos pais serem chamados para algumas sessões em conjunto, por isso, é de extrema importância a participação dos pais nesse processo.   
Adulto
Psicoterapia para Adultos   A psicoterapia comportamental para adultos também tem como foco a mudança de comportamentos disfuncionais que estão lhe trazendo sofrimentos psíquicos, emocionais e físicos. Há momentos da vida, que nos deparamos com situações onde é difícil lidar sozinho com os problemas, por isso, faz-se necessário a ajuda de um profissional. A psicoterapia oferece a oportunidade de o paciente entrar em contato consigo mesmo, aprofundando seu autoconhecimento, melhorando sua comunicação e autoestima, dentre outros objetivos.   
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Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)


O que é? O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) pode ser definido como um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais. Esse quadro ocorre quando a pessoa vivencia ou presencia um trauma emocional de grande magnitude. Quando ela se recorda do fato, revive o episódio como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento vivido na primeira vez. Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais. O transtorno de estresse pós-traumático engloba as seguintes características: -Reviver o trauma através de sonhos e de pensamentos; -Evitar persistentemente fatos, objetos ou quaisquer situações que lembrem o trauma; -Medo de que a situação venha a se repetir; -Sensações físicas de desconforto e ansiedade que podem ser desencadeados pela simples recordação mental do trauma;   Causas Algumas das causas do transtorno do estresse pós-traumático são:  catástrofes naturais, agressão física, estupro, acidentes, guerras, humilhações, ameaças, assédios, dentre outros. Há diversos estudos que apontam eventos ocorridos na infância e adolescência como fatores que tornam as pessoas mais vulneráveis ao transtorno do estresse pós-traumático. Em geral, se encaixam situações de bullying infantil, situações de violência doméstica, situações que passam despercebidas na escola devido a dificuldades em adaptação (sociabilização) ou aprendizado (TDAH) e essas crianças são estigmatizadas e ridicularizadas.    Sintomas A pessoa começa a ficar irritada, se isola, tem pesadelos, sentimentos de raiva, cansaço emocional, principalmente se ela revive o trauma ocorrido. Alguns outros sintomas são: -Reexperiência traumática: pesadelos e lembranças espontâneas, involuntárias e recorrentes (flashbacks) do evento traumático revivescência; -Fuga e esquiva: afastar-se de qualquer estímulo que possa desencadear o ciclo das lembranças traumáticas, como situações, contatos ou atividades que possam se ligar às lembranças traumáticas; -Distanciamento emocional: diminuição do interesse afetivo por atividades, pessoas, que anteriormente eram prazerosas, diminuição de afetividade; -Hiperexcitabilidade psíquica: reações de fuga exagerados, episódios de pânico (coração acelerado, transpiração, calor, medo de morrer...), distúrbios do sono, dificuldade de concentração, irritabilidade, hipervigilância (estado de alerta); -Sentimentos negativos: sentimentos de impotência e incapacidade em se proteger do perigo, perda de esperança em relação ao futuro, sensação de vazio. A pessoa tem recordações com muita aflição, incluindo imagens ou pensamentos do trauma vivenciado. Sonhos amedrontadores também podem ocorrer e o indivíduo pode agir ou sentir como se o evento traumático estivesse ocorrendo novamente. Um grande sofrimento psicológico se desenvolve quando surgem lembranças de algum aspecto do trauma. Há uma intensa necessidade de se evitar sentimentos, pensamentos, conversas, pessoas ou lugares que ativem recordações do trauma. Também pode ocorrer uma incapacidade de se recordar algum aspecto importante do trauma, uma dificuldade em conciliar e manter o sono, irritabilidade ou surtos de raiva e baixa concentração. Em crianças pequenas podem ocorrer jogos repetitivos com expressão de temas ou aspectos do trauma, sonhos amedrontadores sem um conteúdo identificável e encenação específica do trauma.   Diferença entre TEPT e uma reação normal ao trauma Após um evento traumático, quase todo mundo experimenta pelo menos alguns dos sintomas de transtorno de estresse pós-traumático. Quando o senso de segurança e confiança é abalado, é normal sentir-se um pouco louco ou desorientado. É muito comum ter pesadelos, sentir medo, e achar que é difícil parar de pensar sobre o que aconteceu. Essas são reações normais a eventos anormais. Para a maioria das pessoas, no entanto, estes sintomas são de curta duração. Eles podem até durar vários dias ou mesmo semanas, mas eles gradualmente cessam. Se a pessoa possui transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), os sintomas não diminuem e a pessoa não sente melhora. Na verdade, ela pode piorar a cada dia. Uma reação normal ao trauma se torna TEPT quando a pessoa fica presa. Após uma experiência traumática, a mente e o corpo ficam em estado de choque. Mas, quando a pessoa entende o que aconteceu e processa suas emoções, ela consegue sair da situação. Com o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), no entanto, permanece em estado de choque psicológico. A memória do que aconteceu e os sentimentos sobre o assunto estão desconectados. Para seguir em frente, é importante enfrentar, sentir as lembranças e as emoções.   Tratamento O tratamento envolve psicoterapia e medicamentos.Os objetivos do tratamento do transtorno do estresse pós-traumático estão voltados a: -Diminuir os sintomas; -Prevenir complicações; -Melhorar desempenho na escola ou no trabalho; -Melhorar relacionamentos sociais e familiares; -Tratar transtornos associados (como depressão e alcoolismo). As chances do quadro do transtorno do estresse pós-traumático se estabilizar com tratamento adequado são altas. Com o tratamento adequado depois de algum tempo a pessoa vai gradualmente retomando a normalidade de vida.   
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Vício: Jogos de azar


O que é vício em jogos de azar? O jogo é um dos vícios que mais pode causar prejuízo as pessoas pois vem junto com a ilusão de dinheiro fácil e pode levar rapidamente o indivíduo à ruína financeira. As probabilidades nunca estão a favor do viciado em jogos. Como existem diferentes tipos de jogo, existem também diferentes tipos de vício em jogos. Jogos de azar não estão restritos a máquinas caça-níqueis, jogos de cartas e cassinos. A loteria, jogo do bicho, entrar em uma rifa ou fazer uma aposta com um amigo também são formas de jogo. Para a psicologia, todos podem se tornar viciados em jogos, pois, a dependência é um transtorno psiquiátrico e, por isso, pode acometer qualquer pessoa. Dessa forma, é importante esclarecer os limites entre o jogador normal e o patológico”.   Normal X Patológico Um jogador de cartas considerado normal é aquele que joga apenas pelo prazer de estar entre os amigos, por exemplo. Ele não aposta valores e se o faz, coloca números meramente simbólicos. O jogador normal joga recreativamente, divertindo-se. Tais jogos ocorrem esporadicamente, aos domingos, churrasquinhos com amigos, jantar da empresa. Por outro lado, o jogador patológico é aquele que precisa jogar quase ou todos os dias, e na impossibilidade de jogar o jogo na vida real, busca versões virtuais para que possa amenizar a fissura da falta do jogo. O jogador patológico não joga por recreação e, sim, por compulsão. Há sempre dinheiro envolvido nas apostas, e dependendo do grau da patologia, o jogador vai apostando os bens que lhe resta.  O azar também atinge a família do apostador. Ocorre que a família só vai perceber os efeitos do jogo patológico quando o jogador já estiver em um estágio avançado da doença. Assim, quando a família sentir os efeitos da patologia, pode ser tarde. E os efeitos são devastadores. A família pode começar a perceber mudanças no comportamento financeiro do jogador. Em casos mais graves, ele vende o carro, a casa e a família se vê, além de desabrigada, endividada.   Causas Muitos fatores podem contribuir para o vício em jogos, incluindo o desespero por dinheiro, o desejo de experimentar emoções fortes, o status social associado a ser um jogador bem sucedido e a atmosfera divertida da cena de jogos de azar. Infelizmente, uma vez que um vício de jogo toma forma, quebrar o ciclo é difícil. Vícios severos podem tomar conta quando alguém se sente desesperado financeiramente e quer recuperar o que eles perderam. Uma vez que a pessoa finalmente ganhar, raramente é suficiente para cobrir o que já foi perdido. A maioria dos jogadores nem sequer chegam perto de repor o mínimo que “investiram” no jogo.    Sintomas Os sinais de um problema de jogo são muitas vezes os mesmos que os sinais de outros vícios. Os sinais comuns de dependência incluem: •Sentir a necessidade de esconder a prática de jogos de azar; •Ter problemas para controlar os hábitos de jogo; •Jogar quando você não pode se dar ao luxo de gastar; •Seus amigos e familiares expressam preocupação com seus hábitos de jogo; •Como com qualquer outro vício, o sinal de um problema de jogo é que você sente que não pode e não consegue parar. Se você sente que precisa tentar mais uma vez, ou se sente ansiedade quando pensa em desistir, é altamente provável que esteja sofrendo de um vício em jogos de azar; •A pessoa tende a fazer apostas arriscadas para experimentar a emoção associada com a tomada de grandes riscos; •Muitos jogadores acabam se voltando para outros tipos de vícios, como álcool, drogas, para aliviar a ansiedade provocada pela vida de jogos; •Estas patologias também vêm, normalmente, associadas com uma disfunção social que faz o paciente perder qualquer interesse na suas obrigações sociais, tornando-se insensível aos sentimentos das outras pessoas. •Ansiedade; •Depressão; •Enxaqueca; •Sentimentos de culpa e vergonha; •Isolamento social; •Ataques cardíacos; •Pensamentos e tendências suicidas; •Insônia; •Tensão muscular; •Oscilações de humor.   Tratamento Se você ou um ente querido quiser parar de jogar, mas não sabe por onde começar, é importante procurar a ajuda profissional de um psicólogo para o pontapé inicial.  Embora o jogo não possa ser tratado diretamente com medicações, é possível aliviar a ansiedade e a depressão que resulta do jogo. Com o psicólogo, principalmente na terapia comportamental, é possível adotar mudanças de comportamento que ajudam na melhora do vício. Parar de jogar não é tarefa fácil, mas é algo que pode ser feito com a ajuda de um grupo de apoio e um programa de tratamento. Pode ser difícil começar o caminho para a recuperação sem a assistência de profissionais que ajudem as pessoas através do processo. Amigos e familiares são vitais para uma recuperação completa, mas eles podem não saber como melhor ajudá-lo. A prática do jogo patológico também pode ser resultado de um mecanismo de defesa chamado “fuga”. Se esse for o caso, primeiro, é preciso que o jogador identifique do que se está fugindo ou tentando fugir. A patologia do vicio em jogos assemelha-se ao uso de drogas, pois, embora ele saiba que lhe faz mal, ele volta usar mais um pouco com a fantasiosa ideia “a hora que eu quiser eu paro!” Portanto, assim como na dependência química o tratamento é possível. Mas somente é possível quando o jogador patológico reconhece que está enrolado em uma teia de aranha que ele mesmo teceu e que para sair dessa teia ele precisa de ajuda.  
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Esquizofrenia


O que é? A esquizofrenia caracteriza-se por uma grave desestruturação psíquica, em que a pessoa perde a capacidade de integrar suas emoções e sentimentos com seus pensamentos, podendo apresentar crenças irreais (delírios), percepções falsas do ambiente (alucinações) e comportamentos que revelam a perda do juízo crítico. A doença produz também dificuldades sociais, como as relacionadas ao trabalho e relacionamento, com a interrupção das atividades produtivas da pessoa.    Causas Hoje, após várias pesquisas que investigam a causa da esquizofrenia, sabe-se que a genética é responsável por cerca de 50% da chance de adoecer, cabendo a outra metade aos fatores ambientais.  Fatores ambientais (p. ex., complicações da gravidez e do parto, infecções, entre outros) que possam alterar o desenvolvimento do sistema nervoso no período de gestação parecem ter importância na doença. O ambiente pode influenciar o adoecimento nas etapas mais precoces do desenvolvimento cerebral, da gestação à primeira infância. É nesse período que o cérebro é mais sensível, por estar crescendo com rapidez e depender do ambiente para o aperfeiçoamento de suas funções.  A adolescência é um outro momento delicado, pois o cérebro começa a moldar-se para a vida adulta. Um processo conhecido como poda neuronal apara as arestas do desenvolvimento, que sempre gera conexões esdrúxulas ou desnecessárias. A esquizofrenia pode estar relacionada a um menor número de podas, com conexões errôneas entre os neurônios. Fatores ambientais na adolescência podem influenciar esse processo, desencadeando o primeiro surto da doença. Um fator que vem sendo relacionado a um risco maior de esquizofrenia e autismo é a idade avançada do pai no momento da concepção. A explicação para isso seria um aumento na frequência de mutações que ocorrem no momento da divisão celular para produção de espermatozóides.    Sintomas A esquizofrenia apresenta várias manifestações, afetando diversas áreas do funcionamento psíquico.  Os principais sintomas são: 1. Delírios: são idéias falsas, das quais o paciente tem convicção absoluta. Por exemplo, ele se acha perseguido ou observado por câmeras escondidas, acredita que os vizinhos ou as pessoas que passam na rua querem lhe fazer mal. 2. Alucinações: são percepções falsas dos órgãos dos sentidos. As alucinações mais comuns na esquizofrenia são as auditivas, em forma de vozes. O paciente ouve vozes que falam sobre ele, ou que acompanham suas atividades com comentários. Muitas vezes essas vozes dão ordens de como agir em determinada circunstancia. Outras formas de alucinação, como visuais, táteis ou olfativas podem ocorrer também na esquizofrenia. 3. Alterações do pensamento: as idéias podem se tornar confusas, desorganizadas ou desconexas, tornando o discurso do paciente difícil de compreender. Muitas vezes o paciente tem a convicção de que seus pensamentos podem ser lidos por outras pessoas, ou que pensamentos são roubados de sua mente ou inseridos nela.  4. Alterações da afetividade: muitos pacientes tem uma perda da capacidade de reagir emocionalmente às circunstancias, ficando indiferente e sem expressão afetiva. Outras vezes o paciente apresenta reações afetivas que são incongruentes, inadequadas em relação ao contexto em que se encontra. Torna-se pueril e se comporta de modo excêntrico ou indiferente ao ambiente que o cerca. 5. Diminuição da motivação: o paciente perde a vontade, fica desanimado e apático, não sendo mais capaz de enfrentar as tarefas do dia a dia. Quase não conversa, fica isolado e retraído socialmente.  Outros sintomas, como dificuldade de concentração, alterações da motricidade, desconfiança excessiva, indiferença, podem aparecer na esquizofrenia. Dependendo da maneira como os sintomas se agrupam, é possível caracterizar os diferentes subtipos da doença. A esquizofrenia evolui geralmente em episódios agudos onde aparecem os vários sintomas acima descritos, principalmente delírios e alucinações, intercalados por períodos de remissão, com poucos sintomas manifestos.    Tratamento O tratamento da esquizofrenia visa ao controle dos sintomas e a reintegração do paciente. O tratamento da esquizofrenia requer o uso de medicamentos, psicoterapia e/ou tratamento psicossocial, bem como a conscientização da família, que absorve a maior parte das tensões geradas pela doença.  O tratamento medicamentoso é feito com remédios chamados antipsicóticos ou neurolépticos. Eles são utilizados na fase aguda da doença para aliviar os sintomas psicóticos, e também nos períodos entre as crises, para prevenir novas recaídas. A maioria dos pacientes precisa utilizar a medicação ininterruptamente para não ter novas crises. Assim o paciente deve submeter-se a avaliações médicas periódicas; o médico procura manter a medicação na menor dose possível para evitar recaídas e evitar eventuais efeitos colaterais.  A abordagem psicossociais são necessárias para promover a reintegração do paciente à família e à sociedade. Devido ao fato de que alguns sintomas (principalmente apatia, desinteresse, isolamento social e outros) podem persistir mesmo após as crises, é necessário um planejamento individualizado de reabilitação do paciente. Os pacientes necessitam em geral de psicoterapia e outros procedimentos que visem ajudá-lo a lidar com mais facilidade com as dificuldades do dia a dia.  A psicoterapia comportaental pode ser oferecida em conjunto com o tratamento psicossocial ou isoladamente. É um espaço para o paciente falar de suas angústias e dificuldades e buscar apoio e coragem para enfrentar os desafios. Pode ajudar a melhorar a auto-estima, a aceitar e compreender melhor sua doença, bem como a monitorar seus próprios sintomas.  A esquizofrenia não tem cura, mas com o tratamento adequado a pessoa pode se recuperar e voltar a viver uma vida normal.
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