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Autismo

O que é?

O Autismo, também conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA), são transtornos que causam problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e comportamento social da criança. Para o autista, o relacionamento com outras pessoas costuma não despertar interesse. O contato visual com o outro é ausente ou pouco frequente e a fala, usada com dificuldade. Algumas frases podem ser constantemente repetidas e a comunicação acaba se dando, principalmente, por gestos. Por isso, evita-se o contato físico no relacionamento com o autista - já que o mundo, para ele, parece ameaçador. Insistir neste tipo de contato ou promover mudanças bruscas na rotina dessas crianças pode desencadear crises de agressividade.

 

Causas

As causas do autismo ainda são desconhecidas, mas a pesquisa na área é cada vez mais intensa. Provavelmente, há uma combinação de fatores que levam ao autismo. Sabe-se que a genética e agentes externos desempenham um papel chave nas causas do transtorno. 

De qualquer maneira, muitos genes parecem estar envolvidos nas causas do autismo. Alguns tornam as crianças mais suscetíveis ao transtorno, outros afetam o desenvolvimento do cérebro e a comunicação entre os neurônios. Outros, ainda, determinam a gravidade dos sintomas.

Quanto aos fatores externos que possam contribuir para o surgimento do transtorno estão a poluição do ar, complicações durante a gravidez, infecções causadas por vírus, alterações no trato digestório, contaminação por mercúrio e sensibilidade a vacinas.

 

Sintomas

Geralmente, crianças entre 2 e 3 meses já observam os rostos próximos, voltam-se para vozes e sorriem. Na questão do autismo, essas ações não acontecem e, quando tem por volta de 8 a 10 meses, essas crianças começam a apresentar alguns sintomas como falta de resposta quando chamadas e também do interesse para com as pessoas ao seu redor.

Existem diversos sintomas que podem indicar autismo, e nem sempre a criança apresentará todos eles. Entre os grupos de sintomas que podem afetar uma pessoa com autismo estão:

Interação social: Não faz amigos; É retraído; Pode não responder a contato visual e sorrisos ou evitar o contato visual; Pode tratar as pessoas como se fossem objetos; Prefere ficar sozinho, em vez de acompanhado; Mostra falta de empatia; A maioria das vezes comunica-se com gestos em vez de palavras.

Resposta a informações sensoriais: Tem a visão, audição, tato, olfato ou paladar ampliados ou diminuídos; Pode achar ruídos normais dolorosos e cobrir os ouvidos com as mãos; Pode evitar contato físico por ser muito estimulante ou opressivo; Esfrega as superfícies, põe a boca nos objetos ou os lambe; Parece ter um aumento ou diminuição na resposta à dor

Brincadeiras: Não imita as ações dos outros; Prefere brincadeiras solitárias ou ritualistas; Não faz brincadeiras de faz de conta ou imaginação; Demonstrar apego anormal aos objetos.

Comportamentos: Acessos de raiva intensos; Fica preso em um único assunto ou tarefa (perseverança); Baixa capacidade de atenção; Poucos interesses; É hiperativo ou muito passivo; Comportamento agressivo com outras pessoas ou consigo; Necessidade intensa de repetição; Repetir palavras ou trechos memorizados, como comerciais; Usar rimas sem sentido; Faz movimentos corporais repetitivos; Tem uma alteração emocional anormal quando há alguma mudança na rotina; Desenvolve a linguagem lentamente ou não desenvolve; Não se referir a si mesmo de forma correta.

Os sintomas do autismo podem variar de moderados a graves.

 

Tratamento

O principal objetivo do tratamento é maximizar as habilidades sociais e comunicativas da criança por meio da redução dos sintomas do autismo e do suporte ao desenvolvimento e aprendizado.

Existem diversos programas para tratar problemas sociais, de comunicação e de comportamento que estejam relacionados ao autismo. Alguns desses programas focam na redução de problemas comportamentais e na aprendizagem de novas habilidades. Outros procuram ensinar crianças a como agir em determinadas situações sociais e a como se comunicar propriamente. 

Crianças, em geral, dão os primeiros sinais de autismo logo no primeiro ano de vida. Se você notar qualquer sinal do transtorno em seu filho, converse com um médico. Ele poderá recomendar exames específicos. Os comportamentos da criança de alerta são:

Não responder com sorriso ou expressão de felicidade aos seis meses;

Não imitar sons ou expressões faciais aos nove meses;

Não balbuciar aos 12 meses;

Não gesticular aos 12 meses;

Não dizer nenhuma palavra aos 16 meses;

Não dizer frases compostas de pelo menos duas palavras aos 24 meses;

Perder habilidades sociais e de comunicação em qualquer idade.

Esse transtorno não possui cura e suas causas ainda são incertas, porém ele pode ser trabalhado, reabilitado, modificado e tratado para que, assim, o paciente possa se adequar ao convívio social e às atividades acadêmicas o melhor possível. Quanto antes o Autismo for diagnosticado melhor, pois o transtorno não atinge apenas a saúde do indivíduo, mas também de seus cuidadores, que, em muitos casos, acabam se sentindo incapazes de encararem a situação.

 


Autora:
Psicóloga Nayara Catenacci

CRP: 08/24302
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